A ideia (ou mito) da objectividade foi sempre uma parte fundamental da cartilha jornalística e do pensamento em torno da profissão. Apesar de contestado por vários teóricos (e também por muitos jornalistas), a ideia de verdade e da sua busca ainda enche muitos discursos de repórteres.
A Net vem ajudar a deitar por terra esta mitificação. "A transparência é a nova objectividade", disse hoje, no Personal Democracy Forum, David Weinberger, que falava sobre a Wikipédia mas cujo discurso se aplica à tradicional voz da verdade das empresas jornalísticas.
Há dois casos recentes em que se vê que esta ideia já encontra eco nas mais esclarecidas empresas jornalísticas:
- Despesas dos deputados britânicos - A maior e mais pertinente experiência de crowdsourcing da breve história dos media digitais?
Com quase meio milhão de páginas de documentos para rever, levaria demasiado tempo ao "Guardian" para descobrir potenciais irregularidades. Pois bem: o jornal disponibilizou os documentos para os leitores (ainda faz sentido falar apenas em leitores?) colaborarem na tarefa titânica.
Mais de 22 mil pessoas participaram.
- Irão - Sem enviados especiais (por proibição de Teerão) e com uma avalanche de dados em bruto (fotografias no Flickr, vídeos no YouTube, tweets, posts em blogues) para processar, os media reposicionaram-se como filtros, curadores e acrescentadores de sentido.
"Process journalism" em vez de "product journalism", resumiu Jeff Jarvis.
De novo, o "Guardian" destacou-se na solução apresentada: liveblogging com links para aquelas e outras fontes, incluíndo outros media.
A Net vem ajudar a deitar por terra esta mitificação. "A transparência é a nova objectividade", disse hoje, no Personal Democracy Forum, David Weinberger, que falava sobre a Wikipédia mas cujo discurso se aplica à tradicional voz da verdade das empresas jornalísticas.
Há dois casos recentes em que se vê que esta ideia já encontra eco nas mais esclarecidas empresas jornalísticas:
- Despesas dos deputados britânicos - A maior e mais pertinente experiência de crowdsourcing da breve história dos media digitais?
Com quase meio milhão de páginas de documentos para rever, levaria demasiado tempo ao "Guardian" para descobrir potenciais irregularidades. Pois bem: o jornal disponibilizou os documentos para os leitores (ainda faz sentido falar apenas em leitores?) colaborarem na tarefa titânica.
Mais de 22 mil pessoas participaram.
- Irão - Sem enviados especiais (por proibição de Teerão) e com uma avalanche de dados em bruto (fotografias no Flickr, vídeos no YouTube, tweets, posts em blogues) para processar, os media reposicionaram-se como filtros, curadores e acrescentadores de sentido.
"Process journalism" em vez de "product journalism", resumiu Jeff Jarvis.
De novo, o "Guardian" destacou-se na solução apresentada: liveblogging com links para aquelas e outras fontes, incluíndo outros media.
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